11ª PARADA GAY – 2007 –

No dia da 11ª Parada Gay – 2007, minha mulher apresentou desejos de vê-la na Avenida Paulista. Prontamente dei uma negativa com a justificativa de que não ficava bem frequentarmos um ambiente que não estávamos acostumados, que poderia aparecer algum conhecido ou até sermos fotografados e sairmos na primeira página de um jornal, como iriamos justificar perante nossos amigos e familiares.

Bem, lá pelas 11 horas saímos de casa e lá fomos, eu com cara de bravo que não estava gostando de ir. Estava indo, mas, contrariado.

Lá chegando que multidão, trios elétricos imensos, música thecno (dance music) no último volume, pessoas fantasiadas outras comuns, como eu, como você.

Fiquei encostado numa parede só observando, mas com cara de mau e poucas palavras. Minha mulher toda alegre e feliz por estar alí presente.

De repente percebi que a minha perna estava marcando a música com batidinhas do pé. Segurei a perna. A outra começou a bater.Também segurei.

A máxima foi quando eu levei um cutucão da minha mulher e percebi que a minha mão estava acima da cabeça e o corpo querendo requebrar no rítmo da música. Pegou mal.

O negócio é contagiante. Quando você percebe, você já está.

Depois, já mais íntimos, passeamos (ou desfilamos, não sei) pela avenida. Levei duas passadas de mão. Uma mãozada começou do lado  direito e cruzou o meu peito suavemente. A outra segurou a minha barriga e balançou. Tudo discretamente.

No próximo domingo acontecerá a 12ª Parada.

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São Paulo - Brasil
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